Verde Claro: A cor original

Nativos da Austrália, os periquitos tem o verde claro como cor original

Acasalamento entre Lutino e Albino

Entenda as particularidades deste acasalamento

Amansando o casal

Casal em criação vem a mão em busca de pão para os filhotes

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Calopsitas Montalioni

Aqui você encontra calopsitas mansas, anilhadas e sexadas por exame de dna.

24 de fev de 2019

Série Mutações: Fator Escuro

Antes de iniciar qualquer explicação, vamos relembrar o que já sabemos sobre as cores dos periquitos.  As duas cores básicas são o verde e azul, além do amarelo e branco que são resultados da inibição da melanina e psitacina respectivamente. 

Todos os periquitos tem um nível de Fator Escuro que pode variar de nenhum fator; um fator e dois fatores.  Os periquitos selvagens não tem fator escuro. Sua cor original é o verde claro.  O Fator Escuro basicamente escurece o tom da cor das penas do periquito. Em aves desprovidas de melanina e psitacina, como é o caso dos lutinos e albinos, o Fator Escuro poderá estar presente, mas será desconhecido o até que seja feito cruzamentos testes.

Verde Claro e Verde Escuro

Linha dos Verdes
Um periquito verde sem Fator Escuro, será Verde Claro. Um periquito verde com um Fator Escuro, será um Verde Escuro. Um periquito verde com dois Fatores Escuros, será Verde Oliva.

Linha dos Azuis
Um periquito azul sem Fator Escuro, será Celeste. Um periquito azul com um Fator Escuro, será Cobalto. Um periquito azul com dois Fatores Escuro, será Malva.

Dentro de cada nível de Fator Escuro existe a possibilidade de alguma variação na escuridão. Um Celeste pode parecer um pouco mais escuro que outro celeste e um  Verde Oliva pode parecer um pouco mais claro que outro oliva . Mas de forma geral não há dúvidas sobre a qual categoria de fator escuro o periquito pertence.

Existem apenas dois alelos que determinam a escuridão da cor de um periquito: O gene do Fator Escuro e o gene normal recessivo. Isso quer dizer que um periquito que tenha um Fator Escuro e um gene normal é diferente visualmente de um periquito que tenha dois genes do Fator Escuro. 


Para entender melhor o resultado dos cruzamentos entre aves com fator de escuridão e aves sem fator escuro, vamos voltar às aulas de biologia do colegial e usar o Quadrado de Punnett.


Considerando que: 

ff = Sem Fator Escuro(Verde Claro ou Celeste)
Ff = Um fator Escuro(Verde Escuro ou Cobalto)
FF = Dois Fatores Escuro(Verde Oliva ou Malva)

Montamos os seguintes esquemas:



Casal sem Fator Escuro resulta em 100% dos filhotes também sem fator escuro. Verde Claro ou Celeste








Casal com um Fator Escuro resulta em 25% dos filhotes terão dois fatores; 50% com um fator e 25% sem fator escuro. Verde Claro,Celeste, Verde Escuro, Cobalto, Verde Oliva, Malva.






Casal com dois Fatores Escuro resulta em 100% dos filhotes terão dois fatores. Verde Oliva, Malva.



Como podemos perceber, o casal mais vantajoso na questão de diversidade de cores, é o casal que tem um fator escuro. Melhor ainda seria se fosse um casal no qual uma das aves fosse verde escuro portador de azul e a outra Cobalto, do qual poderia nascer desse único casal, periquitos verde claro, Celeste, Verde Escuro, Cobalto, Verde Oliva e Malva. Mas essa explicação fica para outro post. 




Fontes: The Australian Budgerigar Society Inc
             Budgerigar Breeding Club Inc

5 de mar de 2017

Diferença entre Verde Cinza e Verde Oliva

Verde Cinza, cauda preta. Verde Oliva, cauda azul

Uma dúvida que é bem recorrente é quando o criador não sabe ao certo se a ave tem fator cinza ou duplo fator escuro. Neste exemplo, temos dois opalinos sendo um verde cinza e o outro verde oliva. Perceba que a tonalidade do verde é praticamente a mesma mas há detalhes que podemos observar para identificar a mutação com exatidão. Na foto acima, a ave da esquerda é um verde cinza. Note que ele tem a cauda preta e isso é característica do fator cinza. Toda ave com fator cinza tem a cauda preto, com exceção dos cintilantes, albinos, lutinos, logicamente.

A ave da direita, é um verde oliva. Podemos perceber a cauda do verde oliva é azul e não preta como do verde cinza.

Um outro detalhe está na cor das asas onde no verde cinza é preta enquanto que no verde oliva é um "degradê" verde e preto. E por fim, um outro detalhe que pode ser observado pra diferenciar o fator cinza de um duplo fator escuro, são as marcas da face. Nas aves de fator cinza, essas mascas são acinzentadas ou cinza. Já nas aves de duplo fator escuro,essas mesmas marcar são azuis como podemos ver na foto abaixo.

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16 de jan de 2015

Inseminação Artificial nos Periquitos

Sabemos a dificuldade que por vezes temos em conseguir reproduzir os periquitos, sobretudo, os de padrão de exposição. Contudo, a inseminação artificial é uma saída eficaz para a minimização deste problema.

Abaixo, segue texto e fotos de Fulvio Lucietto que é criador e juiz da Ordem Brasileira de Juízes de Ornitologia.

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"Oi, Amigos!

Ontem tentei tirar algumas fotos do processo da inseminação artificial,mas não é fácil. O  ideal seria que tanto quem segura a aves quanto quem tira a foto soubessem como é o processo, justamente para tentar registrar de modo mais claro possível, nas fotos, todas as etapas do processo.

Vale lembrar que me utilizei de mais de um macho e mais de uma fêmea para tentar fotografar todo o processo, isso porque, embora a inseminação prática seja bastante rápida, para se fotografar as etapas leva-se algum tempo e isso estressa muito as aves, por essa razão as fotos de algumas etapas são com a utilização de outras aves,embora toda a sequência esteja completa.

Antes de descrever a sequência das fotos, é necessário esclarecer algumas condições para que a inseminação seja bem sucedida.

* Em primeiro lugar, só comece afazer as inseminações após a fêmea ter botado o primeiro ovo, posto que o processo, por mais prática que você tenha, nunca é "tão confortável" quanto o processo natural e não é possível determinar-se exatamente quando a fêmea botará o primeiro ovo para que se possa inseminá-la antes disso, e dessa maneira evitam um estress excessivo da fêmea.

* Normalmente a fêmea fica mais tempo dentro do ninho já a partir da postura do primeiro ovo, saindo quase que exclusivamente para evacuar(defecar).Pois bem,em sendo assim, a primeira coisa a fazer no processo de inseminação é tira a fêmea do ninho e colocá-la IMEDIATAMENTE em uma pequena gaiola , e então esperar que ela evacue,coisa que normalmente ocorre logo que você a solte na gaiolinha.Se você inseminar a fêmea e ela defecar em seguida da inseminação, aquela inseminação estará perdida.

* Enquanto você deixa a fêmea na gaiolinha, você já prepara o tubinho capilar.Só depois então é que você irá pegar o macho escolhido e coletar o sêmen.Quanto menos tempo você deixar o sêmen no capilar, maior será a chance dos espermatozoides chegarem "vivos" até o óvulo.

* Imediatamente após a coleta do sêmen, deixe o tubinho em uma superfície plana e já pegue a fêmea para inseminá-la.

Acho importante também dizer que a grande razão da utilização da inseminação artificial é justamente para os casos em que haja realmente necessidade,como por exemplo, machos que não sabem galar, ou por serem muito grandes ou por terem algum problema nas patas, casais que não interagem naturalmente, enfim, situações atípicas.Certamente o processo natural é muito mais saudável.    

Bem, a sequência é mais ou menos essa:

O tubo capilar de vidro que é utilizado no processo (tubo capilar de vidro para micro-hematócritos). Ele tem 7,5 cm de comprimento e 1 mm de diâmetro.


 A posição que devemos segurar a ave nas mãos. No exemplo, estou segurando o macho celeste com a mão esquerda. Notem o dedo mínimo da mão imobilizando a cabeça da ave para evitar que ela vire a cabeça e lhe bique.


 Depois da ave imobilizada, vire-a de cabeça para baixo, de modo que a cauda fique voltada para cima (claro! rsrs...)


 Essa sequência mostra o movimento que você fará com o dedo indicador da mão que está segurando a ave, passando-o por baixo da cauda e levando-a para trás,de modo a deixar a cloaca bem exposta.




 Essas duas fotos mostram, na sequência, a exata posição dos dedos indicador e polegar da outra mão, ao lado da cloaca, e começando a fazer uma leve pressão, de maneira contínua e ligeiramente crescente.



A "gota de sêmen" se projetando para fora da cloaca.


 Maneira correta de aproximar o tubinho capilar de vidro, até que ele encoste na gota de sêmen.


 O sêmen subindo LIVREMENTE (sem sucção) pelo tubinho capilar, fenômeno esse explicado pela diferença da pressão atmosférica de fora do tubinho para a pressão atmosférica de dentro do tubinho.


 O tubinho capilar de vidro já com o sêmen colhido.Vale lembrar que nem sempre se consegue colher a mesma quantidade de sêmen mas, independentemente da quantidade colhida, não deixe de inseminá-lo na fêmea.


 A posição da cloaca da fêmea,de frente para você. A maneira de segurar a fêmea é exatamente a mesma de segurar o macho. No entanto, não há a necessidade de virar a fêmea de cabeça para baixo para inseminá-la. Basta deixar a cloaca voltada para você.


 A posição exata em que você deve encostar o tubo capilar na cloaca da fêmea, na borda superior da cloaca e com apenas a pontinha do tubo na parte interna da BORDA da cloaca. Notem também o dedo médio, da mão que está segurando o tubinho com o sêmen, ENCOSTADO na parte logo abaixo da cloaca e fazendo um LEVE movimento "para baixo", como se fosse abrí-la um pouquinho.



Última etapa que é exatamente "soprar" o sêmen para dentro da cloaca da fêmea. Notem a posição da Fêmea em relação à você. O sopro deve ser curto e "meio-forte".  



Espero que isso possa ajudá-los na criação e que seja possível, efetivamente, esclarecer um pouco o processo, mesmo estando à distância.

Abraço à todos e Boa Sorte!

Fulvio."

20 de mar de 2014

[VÍDEO]CURIOSIDADE SOBRE O DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO (parte 2)



Movimento cardíaco de um embrião de Periquito Australiano. É a vida dando seus primeiros passos.

24 de dez de 2013

Curiosidade sobre o desenvolvimento embrionário

Início do desenvolvimento embrionário
Olá colegas! O texto de hoje é apenas para compartilhar com vocês um caso recente. 

Alguns dias atrás, me escreve um criador dizendo que ao fazer a ovoscopia, via o embrião com a gema bastante expandida perto dele e me perguntou se isso era normal, respondi que sim, pois como se sabe, trata-se do vitelo do qual o embrião se nutre. Porém, o relato seguinte, inicialmente de deixou meio incrédulo, o jovem criador dizia conseguir ver o coração do embrião batendo... Fiz algumas perguntas, inclusive sobre a potência da lanterna usada e contou que era uma lanterninha comum. Mais um motivo para achar que era um afã de ver algo no ovo.

Alguns dias se passaram, e fui fazer a ovoscopia em meia dúzia de ovos de uma lutina com um opalino violeta. Justamente com esse casal eu não havia feito anotações de quando foi a primeira postura, mas sabia que o primeiro ovo estava com aproximadamente 5 ou 6 dias de choco. Ao encostar a lanterna no ovo, para minha surpresa, vi movimento lá dentro! Sim, era um pequeno emaranhado de vasos mas que já, de alguma forma, conseguia ter movimentos. Movimentos que lembravam um "S".  A primeira coisa que me veio na cabeça foi o jovem criador que me havia escrito semanas antes. Fui pesquisar. Descobri que esse movimento é chamado de GASTRULAÇÃO e é o responsável pelo agrupamento das células que formarão os futuros órgãos.

É, meus amigos, aprendi mais uma.


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